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Mãe...

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  Hoje, quero falar da mulher sofrida que trabalha para manter sua prole, lutando contra tudo e contra todas as agruras que a vida interpõe em seu caminho.

  Será que ser mãe é realmente sofrer no paraíso?

  Esta pergunta deveria ser feita às mães que saem cedo para o trabalho, deixando seus filhos em casa sozinhos. Na maioria das vezes aos cuidados dos irmãos mais velhos, onde independe a idade.

  Já aconteceram casos, da mãe estar no trabalho e ser comunicada de acidente em seu lar. Que, seu filho de cinco anos ao colocar água no fogo, para fazer mamadeira para sua irmãzinha de um aninho, derrubou água fervendo sobre ela causando queimaduras de 2° e 3° graus levando a pobre mãe ao desespero por ter de trabalhar e não ter com quem deixar seus filhos.

  Mãe que trabalha para não passar fome e sofre por saber que a situação no futuro provavelmente será a mesma. Sem o apoio do marido alcoólatra, que não tem condições de cuidar nem de si, quanto mais dos próprios filhos. Com o agravante de ainda espancar a mãe e as pobres crianças quando bêbado!

  Quero falar, daquela mãe que ao conseguir sentar em frente à um prato de comida, após árduo dia de trabalho, vê no noticiário da tv seu filho, estampada na tela, com os seguintes dizeres: morto em confronto com a policia após tentativa de assalto. E a pobre mãe olha o noticiário sem nada entender. Não! Não deve ser seu filho! Ele está na escola, só volta às 23hs e ele nunca se atrasa, pensa ela apreensiva. As horas passam e ela não tira os olhos da porta de entrada, reza com os olhos marejados de lagrimas, e, ele não chega... E dá- he sofrer!

  Que falar das dedicadas mães que, sem terem ao lado o marido para auxiliar e apoiar na educação dos filhos adolescentes, veem seus filhos envolvidos com drogas, andando em companhia de pessoas de má índole e choram lágrimas de sangue diante da sua impotência e dedicam horas de seus dias em oração para que seus filhos retornem ao seio da família livres de todos os vícios. Ah! Quão bom seria.

  Quero falar, daquela mulher que cuida um filho com febre, troca o outro para ir à escola, pensando que vai chegar atrasada ao trabalho e já antevendo os olhares de desaprovação da patroa...

  Olha a dispensa...  Tão vazia quanto a sua bolsa! E pede a Deus que abrande a colera da patroa para que não a  demita por mais este atraso.

   Há ainda, aquelas mães, que no dia de exaltação, a elas dedicado, vão aos cemitérios orar por seus filhos que, impotentemente viram partir e, muitas vezes, de forma trágica e violenta.

  O que diriam elas sobre a máxima:

  “Ser mãe é sofrer no paraíso.”.

 

  Luís Carlos Mordegane

  ©2007

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