• Capa
  • Agenda Cultural
  • Contato
  • Links

Nascer do Amor

AddThis Social Bookmark Button

 


   Ao olhar àquela figura recortada por raios de luar, cabelos soltos ao sabor da leve brisa, eu sabia que a conhecia. Mas, onde a tinha visto ou, quando isso aconteceu?
   Estranho ...
   Porém ficou nítida a impressão de conhecê-la ou mesmo de já ter vivido aquele momento.
   Minha mente me traía diante daquela tez bronzeada, daqueles olhos de um brilho fascinante com sobrancelhas negras, daqueles lábios de uma delicadeza sem par num rosto de angelical candura. Quanta elegância! Traços bem definidos, modelo único de perfeição.
   Não sei por quanto tempo fiquei perdido numa fascinante contemplação. Passado aquele momento onde me extasiei com tamanha beleza, procurei por ela no emaranhado da minha mente sem nada encontrar.
   A solidão fez-se presente nos meus dias. Nada fazia sentido, tudo e todos pareciam sem vida. Um vazio se formou dentro de mim, mas, aquele fato ficou ali, a incomodar por vários dias tirando algumas horas de meu sono.

   Voltei a vê-la dias depois, em uma manhã de céu nublado onde uma garoa gelada fustigava meu rosto. Estávamos ambos na mesma calçada. Quando nos aproximamos houve um pequeno impasse, ao me movimentar para a direita, ela teve o mesmo pensamento, inclinando seu corpo para a esquerda, nesse movimento nossos olhos se encontraram e por momentos paramos sem saber o que fazer... 
   Aquilo parecia um bailado. Todas as vezes que eu iniciava um movimento era imitado por ela. Se qualquer pessoa nos visse de uma certa distância juraria que estávamos dançando tal a graça dos movimentos. Em dado momento paramos e começamos a rir de nossas tentativas em seguir nossos caminhos. Diante daquele sorriso despi-me de todas as desconfianças humanas e, levitei como só os apaixonados o fazem, e, com perfeição.
   Inclinei-me como que agradecendo tamanha honraria e cedi o espaço para que ela seguisse seu caminho. Ela agradeceu e seguiu em frente olhando de soslaio enquanto se distanciava.

   Foi assim! Dessa forma mágica e em um suave bailado no meio da calçada que descobri aquela mulher que povoou minhas noites de insônia. Uma projeção exata dos meus anseios, um modelo perfeito dos meus desejos mais contidos! Era esta a forma que sempre idealizara para o meu grande amor.

   Sabia que naquele momento encontrara a pessoa por quem minha alma sempre esperara. Uma criatura, daquelas, que nos surpreende mesmo nos maiores desejos como que sendo a personificação de tudo aquilo que nós, pobres seres pensantes, sonhamos.
   E aquela mulher era detentora de um encanto capaz de apoderar-se de minha alma e fazer  com que eu não conseguisse ver nada além  do seu corpo a ondular ao caminhar...  Sua pele, seus olhos, seus lábios e seu respirar...
   Assim nasce o Amor sem ter um que ou porque. Simplesmente acontece.

   E eu nem perguntara o seu nome.

   Luís Carlos Mordegane
   © 2007

Licença Creative Commons
 

 
  • Poesias em Áudio
  • Perfil
  • Artigos
  • Cronicas
  • Poesias
  • Prosas
  • Contos
  • Portera Veia
  • Poesias Infantis
  • Livros
  • E-Books
  • Fotos
  • - - - - - - -
  • Canto da Raffinnha
  • - - - - - - -
  • Links
  • Procurar
  • Contato

IBSN: Internet Blog Serial Number 28-19-5520-02

Siga-me no Twitter
Follow us on Twitter

Copyright © 2009 ---.
All Rights Reserved.

Fornecido por Dados & Ideias - Consultoria de Negócios