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Simplesmente, pai!

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   Nos dias atuais as características dos pais estão mudando. Já não são tão distantes e relapsos. Passaram a encarar a paternidade sem o temor da responsabilidade, da radicalidade machista, o fato do pai ser tão importante para o filho quanto a mãe dividindo a educação com igualdade participativa.

   Deixaram de ser somente provedores e de assistir a distância o crescimento dos filhos. Acompanham de perto suas conquistas e suas derrotas. Hoje se fazem mais presentes, são atuantes, trazendo para seus filhos a figura paterna participativa desde os seus primeiros dias de vida.

   Ser pai é ter no filho o espelho de tudo o que queríamos para nós e lutamos para que nos superem em tudo e, também, para que mantenham sua individualidade. Hoje, ser pai não é só ceder um espermatozóide para atingir a posteridade e ser um eterno coadjuvante. É ser também mãe, ”pãe”, quando se faz necessário. É  ir para o fogão preparar a mamadeira, acalentar o bebê quando as dores na barriga o incomodarem, trocar as fraldas sempre que preciso for, aconselhar nas crises e respeitar as decisões por eles tomadas. Estejam certas ou não. Decididamente, ser pai deixou de só ser simplesmente  dizer um sim ou um não.

  Ser pai é acima de tudo, ser amigo, educar com maestria, carregar no colo, mostrar o lado bom e o lado ruim da vida, orientar e ensinar para seu rebento que tudo pode ser melhor, sempre que houver dedicação naquilo que se fizer.

  Por outro lado, nem sempre o bom pai é na verdade o pai biológico. As vezes o carinho, a dedicação e o amor com que os pais adotivos tratam seus filhos supera em muito o de certos  pais biológicos.

  Ser pai é também saber dizer não e ser firme quando é preciso,  mesmo que isso cause intensa dor, decepcione, desde que seja no intuito de educar o filho, mostrando que na vida tudo tem um limite e que devemos respeitá-lo sempre.

  Na verdade o bom pai tem de ser um exemplo claro de retidão de caráter. É nele  que se espelhará o filho, será nos seus atos que ele balizará seus valores e caráter. Comprovadamente um filho pode não escuatar, assimilar o que um pai fala, mas com certeza jamais esquece das atitudes do pai.

  Ser pai é estar presente em todas as situações, não ser omisso, relapso. Participar de todos os momentos, bons ou ruins; amparar quando preciso for e também comemorar, rir, chorar. Chegar junto. Estar. Não importa qual situação, esteja, seja.

  Encare este desafio com amor, carinho e dedicação. Dê banho, leve para passear, conte historinhas, brinque, role na areia, seja atrapalhado, as vezes até mal humorado. Enfim, seja amigo, companheiro, confidente e, acima de tudo, aprenda a dizer eu te amo, aprenda a fazer e demonstre seu carinho. Ser pai  é tarefa de persistência e vigilância sobre si todo tempo mesmo. Afinal, filho é responsabilidade sua e é para toda vida...

  Seja especial para alguém tão especial na sua vida. Seja simplesmente Pai.

  Luís Carlos Mordegane
  ©2007

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