Noite de Natal II
Pensei em ser dividido
como fonte de amor
a respingar ternura
e subir aos céus
em forma de pura emoção...
E como amor voltar
e, em forma de tênue garoa
impregnar dos
homens, o coração
completamente repartido.
Se fosse eu somente carinho,
assim estaria satisfazendo
meu ego, edificando minh’alma.
Levaria carinho
a quem passou por esta vida
triste, amargurado
e sempre sozinho...
Como a luz das estrelas,
cobriria a terra de clarões
dardejantes de amor
e de infinita harmonia.
Levaria a compaixão
aquele que não conhece
o poder da aceitação
e a dádiva do perdão.
Esta noite, onde a ternura
e a fonte de amor imperam,
deveria ser de abnegação
e de absoluta contemplação.
É noite de natal!
Luís Carlos Mordegane
©2003
in Eu Um Velho Menino, Ed. P.Az, 2004.




