Meu sertão
Quem um dia me dera
voltar a minha terra
e beber água na fonte,
na roça que foi minha.
De joelhos rezar
na linda capelinha
que fica lá no pé da serra.
Sentar e ouvir de perto
o caboclo, que não erra,
fazer a sua previsão
e, com seu rosário na mão
a devota na sua oração...
E quando à tardinha vai caindo
e a noite vai vencendo o dia
sinto-me o maior dos homens
ao assistir a mais linda sinfonia...
Fazem revoadas em harmonia
pássaros trinando com alegria!
Lágrimas de felicidade
brotam do coração
ao ouvir tão linda melodia
dos poetas que tem no meu sertão.
Luís Carlos Mordegane
©2004




