• Capa
  • Agenda Cultural
  • Contato
  • Links

Na minha terra, o amanhecer

AddThis Social Bookmark Button

Serenô lá na baxada
enchendo de orvaio
a casa dos passarinho...
Canta tico-tico na gaiada,
e pula o tisiu nas erva do caminho.
Faiz festa a passarada
ao tratar os fiotes com o biquinho
e o gavião em revoada
procura o ninho dos bichinho.
Mas o papai canário,
aquele do peito amarelo,
solta um canto estalado
anunciando o gavião marvado,
que di oio tá nos fiotinho
lá do pico das árve.
O canarinho amarelo espia
pravisá a fêmea nu ninho
se o marvado do arto descia.
E as baruienta maritaca
passa nu alto em revoada
fazêno grande burburinho...
E o galo vendo do morão, impulerado,
no terrero a carijó com seus pintinho
solta o canto pra avisá da  arvorada
lá perto da casa do moinho...
E lá vem nacendo o sor,
lá longe, onde o zóio num arcança,
colorino as água do  riacho
que no terrero ali pertinho
corre serena e mansa,
mas tão limpinha
que o amarelo do sor
inté parece que dança
quano resvala e  descansa
nos costado do pexinho...

Assim é na minha terra
vê o dia amanhece,
vê as prantinha na serra
com orvaio revivê.
Vivo nessa terra bençoada como quê!
E nela, por sorte, um dia quarqué ei di morrê.

 

Luís Carlos Mordegane
© 2005

Licença Creative Commons

 
  • Poesias em Áudio
  • Perfil
  • Artigos
  • Cronicas
  • Poesias
  • Prosas
  • Contos
  • Portera Veia
  • Poesias Infantis
  • Livros
  • E-Books
  • Fotos
  • - - - - - - -
  • Canto da Raffinnha
  • - - - - - - -
  • Links
  • Procurar
  • Contato

IBSN: Internet Blog Serial Number 28-19-5520-02

Siga-me no Twitter
Follow us on Twitter

Copyright © 2009 ---.
All Rights Reserved.

Fornecido por Dados & Ideias - Consultoria de Negócios