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Êta paxão matadêra!

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Ah! Paxão matadêra...
Êta fogo no oiá!
Era c'uma frecha certera
Qui veio meu peito rasgá.
Uma dô ansim derradêra
paricia não mais se acabá.
Entoncê ocê pareceu facera,
com o frescô dus cafezá
com'uma fro di laranjera,
iguar um canto di sabiá...
Tinha serriso di feticera
pra modi meus zoio incantá.
Se achegava ansim brejera
cum baita briu nús oiá.
Briava como brasa na fuguera
fazenu meu peito queimá.
Pulô meu coração pra argibêra
querendo pra ocê si amostrá...
Como um aparição primera
se achegava o amô pra ficá,
feito ramo di trepadera
forte como vendavá...

 

Ah! paxão matadêra!
Êta fogo no oiá...

 
Luís Carlos Mordegane
©2005

Licença Creative Commons
 

 
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